sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Rasguei o corpo, o feto, o afecto. O tempo da pausa parou em mim e as mãos dançaram-me.
Sonho…eu sou a mãe de todas as vidas; do beijo que nunca sentirás na pele que não te demos-nos todos.
Rasguei-te porque rasgado estava o caminho e rasgado ficou.
Respirarei sempre, por mim e por ti, e se não te abraço é porque continuo com os braços curtos de tanto abraçar o vazio.
Sonho por ti, sonho…eu sou a mãe de todas as vidas.

• A Poesia da Sombra nº5, técnica mista sobre tela, 120 x 90 cm, 2005

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