domingo, 15 de janeiro de 2012

Encontro-me no ciminho da serra, no exacto momento do sol fazer o convite para que a lua venha penetrar o lado do mundo que agora piso. Em frente, o espaço universo rebenta de vermelhos como a querer puxar a terra para si. É o momento das cores assumirem a cor. Há uma imensidão de silêncios a mostrar-me como sou pequeno e me obrigo a viver intensamente para poder transbordar de grandeza.
…como entendo que todo o homem é um ser só mas tem sempre um momento num espaço do dia.

• Sem título, acrílico, terra, granito e planta seca sobre madeira, 90 x 90 cm, 1992

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